Comunicação nos novos tempos

Comunicação nos novos tempos

Empresas, instituições (públicas ou privadas), Organizações-Não Governamentais e governos sentem hoje, na pele (no bolso e na imagem) a falta real de dois pontos-chaves de gestão: Planejamento Estratégico e Comunicação.

A realidade das empresas, no particular, revelam que o comandante da organização não conseguirá imprimir qualquer Plano sem ter na comunicação seu grande aliado. Os CEOs das empresas não abrem mão de abrir o dia de trabalho com as análises do setor comunicativo (externo e interno).

Uma informação truncada na imprensa escrita, eletrônica (rádio-tv) ou no ambiente web pode impactar, em segundos, o valor das ações de uma empresa na Bolsa. Ou graves problemas junto a parceiros, fornecedores ou com o consumidor final.

A comunicação (latu sensu ao abranger, a um só tempo, relações com imprensa, publicidade ou RP) deve por isso estar em sintonia total com as metas traçadas pela instituição – de curto, médio e longo prazo.

Antecipar problemas, traças estratégicas de difusão das informações, utilizar as enormes possibilidades pró-ativas das redes sociais. Eis um cardápio forte e variado que os profissionais de comunicação têm atualmente a obrigação de oferecer às empresas e instituições.

Com o desgaste geral causado pela avalanche de denúncias de corrupção e desmandos nos diversos ambientes, terá mais força quem tirou do quadro de frio de avisos e da página 2 dos ‘house organs’ o binômio Missão-Valores. Estas palavras emblemáticas, às vezes grafadas no verso dos cartões de visitas de executivos, devem deixar a moldura das organizações e permear as ações simples da Portaria aos setores de Compra e Venda, passando pelas áreas de Planejamento e atingindo a Diretoria e Presidência.

Da mesma forma que jornalistas devem, mais do que nunca, lutar pela almejada Liberdade de Expressão, comunicadores corporativos devem se esmerar pela mesma defesa e lutar como nunca pela força maior da transparência. Ganham a empresa, seus colaboradores, parceiros e o chamado cidadão comum, na qualidade de cliente final.

Realmente, há enorme oportunidade atrás da onda avassaladora de notícias de desmandos, falcatruas, má-gestão e subornos.

Foto de perfil de Eugênio Araujo
(*) Bacharel em Comunicação Social, MBA pela Universidade de Navarra (Espanha) – em Gestão de Conteúdo – 30 anos de experiência em Jornais, Revistas, Rádio e Portais, ganhador do Prêmio Esso de Jornalismo